Insetos podem salvar o mundo da fome e do aquecimento global?


super.abril.com - 18/08/2010

Atualmente, vacas, porcos e ovelhas ocupam dois terços das terras agrícolas do mundo e emitem 20% dos gases de efeito estufa que lançamos na atmosfera. E o consumo de carne só aumenta: há 20 anos, a média global de consumo era de 20 Kg por ano, hoje, consome-se 50 kg, e, em vinte anos, a perspectiva é de que cada pessoa coma 80kg de carne por ano.

Não há planeta que aguente produzir tanta carne e, muito menos, suportar um aumento tão drástico nas emissões de carbono. Por esse motivo, uma das recomendações da ONU para controlar as mudanças climáticas é que todas as pessoas passem, pelo menos, um dia por semana sem consumir carne e diminuam o consumo ainda mais ao longo do tempo.

Há pesquisadores no mundo todo pensando em alternativas que ajudem a conter o aquecimento global e a alimentar os possíveis 9 bilhões de habitantes que seremos em 2050.

Desde 2008, a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação discute a possibilidade de se incluírem insetos na dieta humana. Na realidade, mais de mil tipos de insetos já fazem parte do cardápio de 80% dos países, especialmente na porção oriental do globo, e são mais populares nas regiões tropicais, onde ficam maiores e são mais fáceis de serem capturados.

A ideia tem o aval do entomologista (estudioso de insetos) Arnold van Huis, da Universidade de Wageningen, na Holanda. Ele diz que essa classe de animais possui um alto nível de proteínas, vitaminas e minerais.

Além disso, de acordo com suas pesquisas, as fazendas de insetos produzem uma quantidade muito menor de gases de efeito estufa se comparadas à pecuária: uma criação de gafanhotos, grilos ou minhocas emite 10 vezes menos metano. Os insetos ainda produzem 300 vezes menos óxido nitroso, que também tem efeito estufa, e muito menos amônia, comum nas criações de porcos e aves.

As fazendas de insetos ainda poderiam gerar renda para comunidades carentes e proteger as florestas, pois além de elas serem o habitat natural de várias espécies, não precisariam ser destruídas pelo avanço das pastagens.

O objetivo da FAO é incentivar, inicialmente, o aumento do consumo de insetos em locais em que a prática já é aceita, mas caiu em desuso por conta das influências culturais do ocidente.

Desde abril, o órgão das Nações Unidas vem desenvolvendo um projeto de criação de insetos no Laos, aproveitado os conhecimentos de 15 mil agricultores familiares que cultivam gafanhotos na Tailândia, país vizinho.

No Laos, a população sofre com deficiência de cálcio – havia, inclusive, uma proposta de se construir uma grande indústria leiteira no país. No entanto, a maior parte dos asiáticos tem intolerância à lactose. Considerando que grilos e gafanhotos são ricos em cálcio e 90% da população do Laos já comeu insetos em algum momento, pode estar aí uma boa solução para a saúde desse povo.

Você acredita que essa ideia seria aceita no Brasil?

Petrobras investe em combustível de dendê


planetasustentavel.abril.com.br - 09/08/2010

Foto: Reprodução
Petrobras investe R$330 milhões na produção de biocombustíveis de óleo de dendê no Pará.

O estado, que já é líder brasileiro no plantio de palmas e hoje conta com mais de 80 mil hectares da árvore, deve em breve ganhar uma usina com capacidade para produzir 120 milhões de litros de biodiesel por ano.

Os planos da Petrobras de produzir o combustível a partir de óleo de palma haviam sido divulgados em maio; hoje, a intenção foi confirmada com a assinatura de um contrato de arrendamento de terra – 300 hectares que servirão como viveiro no município de Mocajuba.

O plantio das 1,1 milhão de sementes será o primeiro passo para o desenvolvimento da parte agrícola do projeto, e as primeiras mudas devem ser transferidas ao solo em dezembro de 2011. O início da colheita deve acontecer a partir de 2014, mas a usina deve aproveitar o material já existente na região para iniciar as operações em julho de 2013.

A ideia do projeto é também disponibilizar as mudas para cerca de 1.250 agricultores familiares da região, conhecida como Pólo do Dendê, nos municípios de Igarapé-Miri, Cametá, Mocajuba e Baião. Está previsto ainda o plantio da palma em áreas desmatadas como forma de neutralizar as emissões da produção do biodiesel.

Mudança climática faz geleira chinesa perder 6 m por ano


terra.com - 16/07/2010

A geleira Touming Mengke, situada na província de Gansu, no noroeste na China, está derretendo por efeitos das mudanças climáticas, informou nesta sexta-feira o jornal China Daily.

A Touming Mengke é a maior geleira da cordilheira de Qilian, em Sunan, mas, devido ao aquecimento provocado pelos gases que agravam o efeito estufa, ela está sofrendo uma redução de seis metros a cada ano.

Nas últimas cinco décadas, a Touming Mengke, de 10,1 km de comprimento e que cobre uma superfície de 21,9 km quadrados, se reduziu 300 metros. Sua altura máxima é de 5.483 m sobre o nível do mar e a mínima, de 4.260 m, e se encontra situada no vale Laohu, na face norte da montanha Daxue, no distrito de Subei.

Da mesma forma que a Touming Mengke, as outras geleiras da China estão sofrendo também as consequências do aquecimento global.

Comissão aprova mudanças no Código Florestal. E agora?


planetasustentavel.abril.com.br - 13/07/2010

Na última terça-feira, dia 6 de julho, a Comissão Especial criada para analisar os projetos que alteram o Código Florestal aprovou as polêmicas mudanças propostas pelo deputado Aldo Rebelo. Mas na opinião de especialistas entrevistados, com exclusividade, pelo Planeta Sustentável, os ruralistas ganharam, apenas, uma batalha dessa guerra ambiental e ainda há chances de reverter a situação, principalmente nas urnas.

Segundo pesquisa encomendada pela ONG Amigos da Terra ao Datafolha*, 91% dos brasileiros desejam leis mais rigorosas no Código Florestal para impedir o desmatamento das nossas florestas e 5% acham que a atual legislação ambiental é satisfatória. No entanto, no dia 6 de julho, a vontade da nação não prevaleceu: depois de discutir o assunto por dois dias, a Comissão Especial criada para analisar os projetos que alteram o Código Florestal aprovou, por 13 votos a 5, as alterações propostas pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.

A versão do relatório, aprovada pela Comissão, não foi considerada 100% satisfatória pela bancada ruralista e nem pelo próprio autor do parecer (leia o post Reforma do Código Florestal não agrada ninguém), mas os ambientalistas foram os que ficaram mais insatisfeitos com o resultado.

Para o diretor da ONG Amigos da Terra e membro do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Roberto Smeraldi, o movimento de reforma no Código Florestal previa aprimorar a nossa legislação ambiental, mas não foi o que aconteceu. “Melhorar o Código significaria mexer em pontos que, de fato, merecem reajuste – por exemplo, generalizar menos a Lei e adaptá-la ao clima e às condições econômicas de cada bioma brasileiro. Não foi o que aconteceu: na prática, a alteração no conteúdo do Código foi insignificante e só serviu para desmoralizá-lo, porque favorece a anistia e a impunidade”, disse.

A opinião defendida por Smeraldi é unanimidade entre os ambientalistas e se refere, principalmente, à clausula do relatório que prevê que os produtores que desmataram APPs – Áreas de Proteção Permanente e Reservas Legais, antes de julho de 2008, não precisam pagar multa e devem, apenas, recuperar a área que destruíram em um prazo de 25 anos. Para o gerente de Economia de Conservação da CI-Brasil, Alexandre Prado, a medida estimula o desmatamento ilegal no país. “É o mesmo que o governo dizer à população que quem não pagou seus impostos em dia, em 2009, está ‘perdoado’. Aqueles que pagaram seus tributos corretamente se sentirão injustiçados e, muitos, em protesto, deixarão de agir dentro da lei. Principalmente porque pensarão que, se o governo não cobrou multa de quem não pagou impostos em 2009, provavelmente fará o mesmo no ano seguinte”, afirmou.

O QUE PODE ACONTECER?
Segundo o especialista em biodiversidade José Sabino, que é doutor em Ecologia pela Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e biólogo da Universidade Anhanguera, no Mato Grosso do Sul, as mudanças propostas por Rebelo não se baseiam em informações científicas e, por isso, comprometerão uma série de serviços ecológicos importantíssimos que, hoje, são prestados de graça à humanidade pela nossa fauna e flora. Entre eles:
– a regulamentação do clima;
– o controle de erosão dos solos e
– o combate a pragas.

Até mesmo a produtividade agrícola, que é o foco central de toda a discussão sobre as mudanças no Código Florestal está ameaçada.

Resort de US$ 4 bilhões usará energias limpas


msn.com - 20/05/2010

Está pronta a primeira fase da construção do Resorts World Sentosa, um dos maiores complexos de lazer do mundo. Localizado em Singapura, o empreendimento utilizará, na maior parte de suas instalações, energias renováveis. O custo estimado do resort é de US$ 4 bilhões.

O resort impressiona pelas dimensões: terá uma unidade do parque Universal, seis hotéis, uma unidade do Hard Rock Café, um cassino, museu, centro de convençõs, oceanário e um salão de festas para 7,3 mil pessoas.

A segunda e última fase de Sentosa deverá ser iniciada em julho deste ano, quando serão instalados vários sistemas de economia de energia. O projeto de energia solar prevê a geração de 500 mil kWh por ano. A água da chuva também será armazenada e utilizada para irrigação e limpeza. As informações são da World Architecture News.

Eco chique


msn.com - 18/05/2010

Que tal entrar na moda, literalmente, do consumo consciente?

Não é de hoje que estilistas estão de olho no consumo consciente. O conceito está saindo do manual da "boa conduta" para ganhar vida no mundinho fashion. Em prol da sustentabilidade e da responsabilidade social, muitas empresas antenadas nos ajustes ambientais lançam ao mercado produtos ecobacanas para um público pra lá de exigente.

A Swarovski é uma empresa que apóia vários projetos ambientais e sociais no mundo todo e está lançando uma coleção para o Brasil. Inspirada no simbolismo do olho grego, conhecido como forte amuleto, a coleção se chama Ginga Collection e o mimo leva cristais aplicados nas cores da bandeira brasileira. "A cada 'olho grego' vendido, a Swarovski vai doar R$ 4,00 à Fundação Gol de Letra, instituída pelos ex-jogadores de futebol Raí de Oliveira e Leonardo Nascimento", explica Andrea Bedricovetchi, diretora da Swarovisk no Brasil.

Seguindo esse mesmo conceito, a designer de joias Rogéria Braga desenvolveu o colar "Coração Solidário", que reverte uma porcentagem do valor das vendas para instituições filantrópicas.

Preocupada com o crescimento sustentável do planeta, a Colcci lançou uma a coleção ecologicamente correta. A Eco Colcci é composta por camisetas de malha produzida com algodão orgânico certificado. Mas essa linha não é amiga da natureza apenas por conta da matéria-prima. As peças foram amaciadas por uma mistura natural, que tem como base a manteiga extraída das sementes do cupuaçu e os corantes para o tingimento vêm do urucum, da cúrcuma, da clorofila e do carmim.

Uma marca que já nasceu com a identidade ecofriendly é a Un.i, grife de lingerie, que acaba de lançar as linhas Eco Organic e Navy Eco Organic. As peças são feitas com algodão 100% orgânico.

Para não ficar por fora na hora das comprinhas, que tal as ecobags da Cantão? As sacolas da nova coleção, que a cliente ganha na compra de qualquer coisa da marca, estão ajudando a salvar o planeta.

Em São Paulo, o Coletivo Amor de Madre, loja contemporânea especializada na criação e venda de produtos de design e utilitários assinados por artistas e novos talentos lançou um corner de objetos lúdicos assinados pelos Doutores da Alegria. Toda a venda da coleção é revertida para a ONG. Na loja foi criada um projeto vitalício que reverte para o grupo um real (R$ 1) da venda de todos os produtos assinados pelo Coletivo Amor de Madre. Todas as peças do Coletivo acompanham um TAG destacável que valida a ação. O mesmo é depositado pelo próprio cliente em uma urna lacrada que só será aberta pela organização. Bacana, não?

A proposta de espaços oferecendo produtos e serviços 100% eco sustentáveis, aliando beleza e ideologia, está crescendo. Em Ipanema, no Rio, acaba de inaugurar a loja Eco Amazônia e, no Humaitá, a superdiversificada e recém inaugurada loja Mutações oferece moda adulta e infantil, móveis, acessórios e até bicicletas com compromisso de auxiliar no reaproveitamento de materiais.

Pensando em um lugar onde acima de tudo haja troca de informações do quê usar, de como usar, a Mutações também promove a integração de produtos de todas as regiões do país e do mundo. Cooperativas, ONGs, redes que apresentam produtos com selo ecológico de garantia. Os ambientalistas fashionistas agradecem!

Produtos ecobacanas

Coca-Cola embalada em papel?


super.abril.com Edição: Ruthy Costa - 23/04/2010

Esqueça as consagradas curvas da garrafa de Coca-Cola. Pelo menos para o estudante chinês Andrew Seunghyun Kim, a nova geração de embalagens de refrigerantes deveria ser uma caixinha estilo Longa Vida, mas 100% feita a partir da cana de açúcar – ou seja, orgânica. Kim batizou o projeto desenvolvido para o segundo semestre da faculdade de Design de Eco Coke.
Se sua ideia fosse acatada, o número de 200 milhões de garrafas plásticas descartadas a cada 5 minutos nos Estados Unidos se reduziria consideravelmente. A pegada de carbono do transporte das bebidas também seria menor. Por se acomodarem melhor uma do lado da outra, é possível levar 27% mais caixinhas do que garrafas em um mesmo container.

Atualmente, 3 milhões de garrafas de Coca são vendidas por dia e enviadas em navios para o mundo todo. Com o novo design, é como se 857.142 garrafas a mais pudessem ser enviadas por dia – ou 321.856.830 por ano – sem nenhuma emissão extra de carbono.

Não dá para dizer que o projeto é exatamente sustentável, mas que o impacto dos fabricantes e consumidores de refrigerantes seria menor, isso não dá para negar.

Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo, dizem geólogos

Reserva Alter do Chão tem volume de 86 mil km³ de água potável. Quantidade permitiria abastecer população mundial por 100 vezes.
g1.com Edição: Ruthy Costa - 19/04/2010

Aquíferos
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira (16), que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.

Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani - com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. "Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando", disse Milton Matta, geólogo da UFPA.

O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. "Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante", disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.

De gota em gota


O geólogo informou que a segunda etapa de pesquisa será a visita aos poços já existentes na região do aquífero. "Pretendemos avaliar o potencial de vazão. Dessa maneira teremos como mensurar a capacidade de abastecimento da reserva e calcular a melhor forma de exploração da água, de maneira que o meio ambiente não seja comprometido", disse

Para Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, em Manaus, a revelação de que o Aquífero Alter do Chão é o maior do mundo comprova que esse tipo de reserva segue a proporção de tamanho da Bacia Hidrográfica que fica acima dela. "Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do Aquífero Alter do Chão. As demais cidades do Amazonas têm 100% do abastecimento tirado da reserva subterrânea. São Paulo, por exemplo, tem seu abastecimento em torno de 30% vindo do Aquífero Guarani."

Oliveira disse que a reserva, na área que corresponde a Manaus, já está muito contaminada. "É onde o aquífero aflora e também onde a coleta de esgoto é insuficiente. Ainda é alto o volume de emissão de esgoto 'in natura' nos igarapés da região."

Recuperação da reserva


Oliveira faz um alerta para a exploração comercial da água no Aquífero Alter do Chão. "A água dessa reserva é potável, o que demanda menos tratamento químico. Por outro lado, a médio e longo prazo, a exploração mais interessante é da água dos rios, pois a recuperação da reserva é mais rápida. A vazão do Rio Amazonas é de 200 mil m³/segundo. É muita água. Já nas reservas subterrâneas, a recarga é muito mais lenta.

Ele destaca a qualidade da água que pode ser explorada no Alter do Chão. "A região amazônica é menos habitada e por isso menos poluente. No Guarani, há um problema sério de flúor, metais pesados e inseticidas usados na agricultura. A formação rochosa é diferente e filtra menos a água da superfície. No Alter do Chão as rochas são mais arenosas, o que permite uma filtragem da recarga de água na reserva subterrânea", disse Oliveira.

Catedral de Sementes brilha na World Expo 2010


super.abril.com Edição: Ruthy Costa - 13/04/2010

Catedral

Shangai se prepara para a World Expo 2010, que começa no dia 1º de maio e vai até 31 de outubro deste ano, conta com a participação de mais de 200 países e deve receber 70 milhões de visitantes.

Entre os pavilhões da exposição, destaca-se a Catedral de Sementes, do Reino Unido. Com o tema, “Baseando-se no passado, moldando nosso futuro”, a estrutura tem aproximadamente seis mil metros quadrados e é feita com mais de 60 mil finos bastões de acrílico transparente, contendo sementes de plantas diversas, que representam “a diversidade da natureza e o potencial da vida”.

Em volta, o piso se assemelha a um papel amassado, como se um pacote tivesse sido desembrulhado, revelando uma verdadeira jóia. Ainda é objetivo do pavilhão lembrar a existência do Projeto Banco de Sementes do Milênio, que se preocupa com a conservação das espécies, criado em 2000.

Os visitantes serão convidados a tocar os bastões de acrílico e tentar reconhecer os diferentes tipos de sementes de plantas. Durante o dia, os bastões funcionam como filamentos de fibra ótica que aproveitam a luz natural para iluminar o interior do pavilhão. À noite, fontes de luz instaladas em cada bastão fazem a estrutura inteira brilhar.

O projeto é inspirado no antigo prédio britânico que recebeu a primeira World Expo, o Crystal Palace, mas pegou fogo há meio século. Feito de metal e vidro, ele era considerado uma das estruturas mais bonitas do planeta e se tornou um ícone de um mundo mais justo.

Veja no vídeo (sem som, uma pena) como vai funcionar a Catedral de Sementes:

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Com o tema Better City, Better Life (Cidade Melhor, Vida Melhor), a World Expo 2010 vai falar sobre diversidade de culturas nas grandes cidades, prosperidade econômica, inovação em ciência e tecnologia, remodelagem das comunidades nas cidades e interação rural e urbana.

O governo chinês já havia pleiteado a sede do evento em 1999 e conseguiu em 2002, por decisão da 132ª Assembléia Geral de Exibições Internacionais.

Brasil pode produzir cana mais limpa e economizar US$ 100 mi por ano


- 06/04/2010

Plantação de cana de acúcar
O Brasil pode economizar até 70% do adubo nitrogenado que a cana de açúcar precisa para produzir, o que representa cerca de US$ 100 milhões por ano. Pesquisas lideradas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o mapeamento do genoma de uma bactéria (a Gluconacetobacter diazotrophicus) mostram que ela é capaz de transferir o nitrogênio do ar para o vegetal.

Agora, o pesquisador Paulo Ferreira, professor do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) e coordenador do projeto, quer avançar nas pesquisas e aplicar os resultados na produção agrícola, o que já é possível com resultados positivos confirmados em testes da de agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A G. diazotrophicus foi descrita pela primeira vez nos anos 80. Ela foi encontrada na cana-de-açúcar por Joana Dobëreiner, pesquisadora de agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A ênfase do trabalho da cientista foi procurar e selecionar bactérias capazes de transferir o nitrogênio do ar para o vegetal. A partir da sua constatação, vários grupos de pesquisa passaram a estudar a relação entre a bactéria e a planta.

Vantagem ambiental

O nitrogênio é o principal adubo usado na agricultura e esse uso envolve custos elevados, pois há dificuldades para extraí-lo da atmosfera. A amônia é a base para a elaboração de fertilizantes nitrogenados, já que tem o elemento na composição química. “A bactéria dentro da planta elimina o intermediário do solo. Ela transfere para o vegetal o nitrogênio fixado. E a planta, isso não se conhece tão bem, provavelmente, transfere uma forma de energia para a bactéria, ou seja, uma troca” avalia o professor da UFRJ.

Ferreira descreve as vantagens ambientais com a metodologia. De acordo com ele, o nitrato presente no adubo é transformado em uréia, que é tóxica. A substituição pela ação dos microorganismos pode evitar agressões ao meio ambiente. “Quando o adubo é colocado no solo, apenas uma pequena parte é aproveitada pela planta. O restante é levado pela chuva e pode afetar toda a cadeia marinha, desde as algas aos peixes”, argumenta.

Outras bactérias ainda podem transformar os fertilizantes nitrogenados em gases que contribuem para o aquecimento global. As avaliações demonstraram também que a bactéria G. diazotrophicus tem capacidade sanitária. “Ela cresce dentro da planta e combate outras bactérias patogênicas”, esclarece.

Ferreira também é bolsista em produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Ele diz que a finalidade de mapear o genoma da bactéria é possibilitar o conhecimento, mas o objetivo final é a aplicação na produção agrícola. Isso já é possível de ser feito com resultados positivos confirmados em testes da Embrapa.

A expectativa agora é de avançar nas pesquisas. “O atual estágio em que estamos é para entender o relacionamento com a planta, mas no futuro será possível modificar essa bactéria e ser mais eficiente no combate a outros micróbios, na fixação do nitrogênio e no crescimento”, prevê o pesquisador.

Ele lembra que no Brasil, toda a soja é plantada sem adição de adubo de nitrogênio no solo. A implantação foi feita por meio de uma bactéria diferente a partir de pesquisas também desenvolvidas na Embrapa Agriobiologia e aperfeiçoadas na Embrapa Soja no Paraná. No caso da cana, as avaliações indicaram que a metodologia tem potencial de fornecer até 70% do adubo nitrogenado que a planta precisa.

Ferreira destaca ainda as vantagens econômicas e competitivas da medida para o Brasil. "Só a economia com cana-de-açúcar está na faixa de US$ 100 milhões por ano. O objetivo é chegar a um momento em que se possa pegar a cana e outras plantas próximas, como milho ou arroz, e se substituir o máximo de adubo químico nitrogenado pelo cultivo com essas bactérias", afirma.

O artigo de publicação da pesquisa, lançado no primeiro semestre de 2009, ganhou notoriedade na conceituada revista científica inglesa BMC Genomics. O trabalho foi realizado por meio de uma grande integração científica; com envolvimento de mais de 50 autores, sete instituições de pesquisa, técnicos e estudantes secundários.

A pesquisa é financiada pelo CNPq. A agência investiu R$ 1,4 milhão por meio do Projeto Genoma. Os estudos contaram ainda com recursos, na ordem de R$ 4 milhões, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia
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